Sáb. Jul 20th, 2019

Topiramato auxilia no tratamento da dependência química por cocaína?

Segundo o relatório mundial sobre drogas lançado em 2018 pela Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 6 milhões de pessoas usam cocaína em todo mundo, sendo a 6ª droga mais consumida. A substância actua como um poderoso agente simpaticomimético e causa danos severos ao coração. Em artigo recente publicado no The American Journal on Addictions, pesquisadores analisaram o uso de topiramato na dependência química por cocaína.

Topiramato e cocaína

Através de uma análise post-hoc de um ensaio clínico randomizado, controlado por placebo, de 12 semanas, do topiramato, os autores examinaram a relação entre a resposta ao tratamento e a pontuação dos participantes na Escala de Impulsividade de Barratt (BIS-11). A administração do medicamento anticonvulsivante foi de até 300 mg / dia durante seis semanas e mantido durante seis semanas. Todos os 142 participantes receberam terapia comportamental cognitiva semanalmente.

Indivíduos com scores no BIS‐11 acima da média tiveram 11,2% mais dias livres de cocaína com topiramato do que com placebo (p = 0,047). Já entre os participantes com scores abaixo da média, a percentagem de dias livres de cocaína não diferiu entre o topiramato e o placebo.

Conclusões

Para os autores, os resultados indicam uma associação entre maior impulsividade (medida pela BIS-11) e maior resposta ao topiramato na dependência química por cocaína. Essa descoberta pode ajudar a orientar o tratamento.

Topiramato

Actualmente no Brasil, o uso clínico do topiramato é indicado em monoterapia para epilepsia, como adjuvante no tratamento de crises epilépticas parciais, das crises associadas à Síndrome de Lennox-Gastaut e como tratamento profilático da enxaqueca.

Referências:

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